sexta-feira, 22 de julho de 2011

Resenha do livro: LÚDICA LUZ EM ÁGUAS TURVAS - Luiz Fernando de Oliveira

"Lúdico. 1. que se refere a jogos, divertimentos; 2. que por ser ridículo, provoca riso.
Turvo. 1. que perdeu a transparência pela mistura de coisas, às vezes impuras: Opaco; 2. sombrio, toldado; 3. que não é límpido; 4. confuso.
MINIDICIONÁRIO ESCOLAR LÍNGUA PORTUGUESA, NOÇÕES BÁSICAS DE REDAÇÃO. Difusão Cultural do Livro.

Lúdico. 1. originado de Ilusão, segundo a semântica.
Águas Turvas. 1. água de coloração escura, aparentando estar suja.




Comecei essa resenha com a definição encontrada no dicionário, pois é um nome um tanto incomum para um livro, porém não tão incomum para um livro de poemas. O que o autor quis dizer com esse título? – Foi o que me perguntei antes mesmo do lançamento do livro, quando recebi por e-mail a divulgação preparada pelo autor e enviada para seus contatos. Lendo o primeiro livro do autor e meu amigo Luiz Fernando, imagino o que ele pretende construir com o lançamento desses dois títulos – o primeiro denominado “Sobre meu pequeno mundo... (Dez crônicas e um conto)”. – e o segundo, que é o resenhado aqui “Lúdica Luz em águas turvas – poemas sobre a beleza e a angústia de existir”, ao meu ver é a construção de profundas reflexões acerca da sociedade em que vivemos, baseado em experiências próprias vividas ao longo da existência do autor e, juntamente com o conhecimento do mesmo, construídas minuciosamente para serem direcionadas à pessoas de todas as idades, independente de gênero, classe social ou mesmo a experiência de vida que cada um possui!






É lindo falar com tanta empolgação sobre tão belas obras, mas limitarei essa resenha apenas à segunda publicação, que constitui parte de meus interesses e parte das publicações de meu Blog e das redes sociais das quais participo. O título do livro parece-me descrever certa ilusão, às vezes irônica, e justamente por ser esperançosa (aliás, é uma característica que percebo em vários poetas e poetisas que conheço) é caracterizada como ilusória. Então digamos que Águas Turvas seja uma metáfora da sociedade em que vivemos, transtornada, cheia de impurezas. Talvez minha interpretação esteja errônea, mas é uma opinião pessoal e talvez seja a única parte das reflexões que eu consiga descrever com palavras, reflexões retiradas dessa maravilhosa obra.
O livro começa com uma poesia interessante, com o mesmo título do primeiro livro do autor, seguida do Sumário apresentando o que está por vir. O pequeno livro se consiste em vários escritos repletos de sabedoria e ao mesmo tempo de beleza na construção dos mesmos, com palavras profundas de arrepiar toda a coluna vertebral, às vezes brincando com a Língua Portuguesa, às vezes contando verdades de dar tristeza, brincando até com a própria estrutura, da arte da poesia fazendo uma ruptura, homenageando seres especiais, falando do consumismo, da TV e dos seus canais. Os poemas e poesias datam de épocas diferentes, desde 1996 até 2011 (o ano de lançamento do livro), e só de ler, reconheço várias fases diferentes da vida do próprio autor. Não sei porque enfatizo isso, talvez por me identificar com suas palavras em cada momento de minha vida, tanto na atualidade quanto no passado.
O engraçado é que, o que era pra ser uma resenha, se tornou uma análise crítica das duas obras e um conhecimento do autor através de seus escritos. Mas o mais interessante é o trabalho realizado com os dois livros, pois toda a renda arrecadada com a venda dos mesmos está sendo doada à Comunidade Católica Eterna Misericórdia, da cidade de Lavras – MG, uma entidade beneficente que realiza um trabalho de esplendorosa caridade àqueles que necessitam dela, tanto moradores de rua, quanto dependentes químicos e famílias carentes, dentre outros.
Dentre as poesias, destaco as que mais me interessaram e que mais se encaixam no tipo de poesias que gosto e que costumo postar em meu Blog e no Orkut, são elas: Sobre meu pequeno mundo; Sumário; O velho; Fase Sombria; Obsolescência, ou a antepenúltima geração (a gestão do seu ego consumista) e Terminal. O livro é composto de 33 poemas (inclusive poesia e prosa) de excelente qualidade, chegando a me impressionar quando comecei a ler, pois não sabia que, se aventurando no mundo da poesia, o autor se daria tão bem quanto no mundo das crônicas!

Quem se interessar e quiser adquirir um dos livros, pode procurá-los na Livraria Nobel de Lavras ou entrar em contato direto com o autor através do e-mail: luizfernandodeoliveira@gmail.com

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho realizado pela Comunidade Eterna Misericórdia, ou mesmo adquirir livros, pode conferir no site: http://www.eternamisericordia.com.br/

Resenha por Fabiano Marcondes Sales

quarta-feira, 2 de março de 2011

A última carta






Aqui estou
Resumindo meus sentimentos
E toda minha vida
Em minhas últimas palavras

Toda fantasia acabou
Agora despedaçada
Não há mais volta
Não há mais luz

Meu espírito vai voar
Para bem distante
Irá muito além das colinas
Muito além dos mares congelados
Além do brilho das estrelas

Não chores
Guardarei nossos momentos juntos
Em meu coração
Eu estive sempre ao teu lado
Porém esse tempo passou
E ele não voltará mais

Apenas viva
E continue a fazer
O que sempre sonhou
O que realmente te importou
Aquilo pelo qual me esquecestes

Eis aqui
Minhas últimas palavras a ti
É sempre a morte
Que refresca nossa memória
Nunca se esqueça
Que a vida é feita de pequenos detalhes
Detalhes do qual você esqueceu
Detalhes do qual você escondeu

Eis aqui
Minha última carta a ti
Jaz aqui
Meu corpo
Morto
Sem alma

Casa sem morador...



-Fabíola Rodrigues Chaves

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Caminhando sobre o ar




De braços abertos
No horizonte sem fim
Deitando num penhasco
Sinto um vento sobre mim

Fecho os olhos
E me vejo pensando
No mistério dos sonhos
Na ilusão da razão

Eu quero, eu vou
Sentir uma emoção
Que vá além de tudo
Além do infinito

Abro os olhos
Dou um passo para frente
E me imagino

Caminhando sobre o ar
Avistando esse mar
Sentindo a luz solar
Liberdade para voar.

Ass.: Fabíola Rodrigues Chaves

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

O olho de Deus


Verdadeira raridade
Infinita beleza
És tão belo

Enfeitas o universo
Com tantas cores e formas
Magias de luz

És belo
És cintilante
Sim, tu és
O olho de Deus.

Ass.:Fabíola Rodrigues

Para Refletir

"Não é triste mudar de ideias, triste é não ter ideias para mudar"

-Barão de Itararé