terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ansiedade

Ansiedade?Como descrever tal angústia que aperta-nos por dentro sem nenhuma explicação ou motivo qualquer?De onde vem?Porque surge do nada?Porque aperta-nos a ponto de matar-nos?
És tão fria,tão dolorida...Não a desejo,não a chamo e mesmo assim tu vem e insiste em perfurar meus sentimentos e atinge minhas fraquezas...
Saia de perto de mim,não me transtorne ainda mais,saia da minha vida, vá para longe...distante...suma...desejo-lhe que morra.Será que não percebes que só causas sofrimento e desespero?Vá...vá...procure o seu lugar,procure a solidão...procure o seu planeta infernal...Vá sua desgraça!!

-Fabíola

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Endecha


O amor é um caminho
Nefasto
Maléfico
Torpe
Desnorteado
Ardil


É uma flor
Linda, com olor
Porém
Muito traiçoeira
E que quer
Prender-te
Para sempre


O amor
Vai encontrar-te
Depois, deixar-te
Radiante
E nesse auge
Irá escravizá-lo
E matá-lo aos prantos


Ele
Vai encontrar-te
E escravizá-lo
Até conseguir
Roubar-te a
Alma.


-Fabíola Rodrigues

Claustrofobia

O laço foi desfeito
Os vidros estraçalhados
A história revirada

Nesse lugar
Com meu medo claustrófobo
O fantasma da fobia
Persegue-me

As velas foram apagadas
Nesse frenesi, morrerei
Não vejo nem sinto nada
Não consigo olvidar
Meus sofrimentos

Ai!Que agonia!
Onde estás a luz?
Apenas vejo uma lacuna
Por onde se passa
Um fraco brilho
O brilho dela
Da estrela D'alva.

Ass.:Fabíola Rodrigues

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Amigo ou inimigo?

Tu és o meu consolo
Porém, também és
O meu desespero


Você me traz respostas
E me induz a fazer perguntas
Me faz refletir
E faz de minha vida uma reflexão


Minha vida sem você
Seria mais calma
Mas não posso simplesmente
Fingir que tu não existe
Pois, eu sei que é impossível
Te apagar


A única palavra
Que você me diz é
ESPERE
Mas esta palavra
Me cansa, quando não tenho
As respostas que preciso


Você cobra as minhas decisões
E as únicas palavras que te digo são
ESPERE,
Um dia você terá as minhas decisões
Meu caro amigo ou inimigo Tempo.

-Fabíola Rodrigues

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Fim do túnel

Ilusões e tristezas
A composição de uma vida solitária
Que me cerca e me prende

Busco um abrigo
No fundo de uma alma
Que sofre
Que se desespera na tentativa de ver
Uma luz no fim do túnel

Destruída pelos sentimentos
Corro atrás de uma esperança
Que me faça ver
Tudo o que sempre sonhei

As lágrimas que me caem pelo rosto
O buraco que se abre em meu coração
O abismo que se forma em minha alma
Me faz apenas me sentir como um vazio eterno

Eu te espero
Anjo eterno
Te espero na esperança de me estender os braços
E me mostrar a verdadeira vida
A verdadeira felicidade

Eu te espero
Eternamente
E grito
Salve a minha vida.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Obsessão Sangrenta

Olho através da janela
As luzes de um mundo
Obcecado por guerras e por sangue
A destruição corrompe o coração de um homem


Coloca-se a vida à beira de um penhasco
Mergulha-se no fundo de um mar de ilusões
O sangue é jorrado em terras sagradas de um templo
Num tempo sem dimensões


Armas e máquinas
Homens contra homens
Sem escrúpulos
Caminham para o fim


Piedade e justiça,nunca mais
E assim seguem para a morte
Num sofrimento grandioso


Observo tudo o que fazem
E lamento por essas atitudes
As lágrimas que caem em meu rosto
Refletem a dor
Ao ver o fim se aproximar
E meus olhos expressam
Ruínas caindo
Em um mundo de dor.

-Fabíola Rodrigues



segunda-feira, 5 de abril de 2010

Prova de Amor





Na escuridão de uma noite melancólica



Minha alma e meu corpo



São levados pelas ondas



De um mar



Onde as ondas traiçoeiras



Desejam levar minha vida



Para o fundo


Desacordada,



Apenas sinto-me como uma folha



Sendo carregada por um forte vento



Num entardecer misterioso e vazio



Sinto-te,

Quando toca-me a face,

Sinto tuas lágrimas

Cairem em meu coração



Tua mão tão fria e trêmula

Estende-se para o céu e

Você suplica para a lua cheia

Que me faça voltar



Acordo-me,

E me sinto como se tivesse

Dormido por séculos

Olho para cima e vejo a lua em sua forma mais graciosa

E em minhas mãos

Jaz uma pena branca

A pena de sua asa

A prova

De seu mais puro amor.





-Fabíola Rodrigues Chaves